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As ceratoses actínicas habitualmente surgem como manchas avermelhadas e ásperas, com escamas esbranquiçadas e firmes, localização preferencial nas áreas de pele regularmente expostas ao sol, em pessoas de pele clara. Costumam ser pequenas e múltiplas, sendo mais facilmente notadas pelo toque (quando iniciais), onde sentimos uma área áspera na pele. Algumas vezes podem ser mais exuberantes, similares as verrugas. São lesões com potencial de evolução para o câncer da pele, do tipo espino-celular. As mudanças progressivas de tamanho, textura e eventuais sangramentos podem levantar a suspeita de um câncer inicial, sendo indicada nestes casos a biópsia de pele.

Todos os tipos de ceratoses actínicas devem ser tratados. As opções de tratamento são amplas, envolvendo medicações ou procedimentos simples. Entre os produtos de uso tópico, os mais usados são o 5-fluoracil, o imiquimode, o ingenol mebutato e o diclofenaco em gel. Cada um destes métodos tem suas indicações e características individuais e devem ser usados com a supervisão médica. Causam um processo irritativo na pele permitindo assim a eliminação das lesões mais superficiais. Entre os procedimentos, o mais frequente é a crioterapia, onde aplicamos uma substância chamada nitrogênio líquido, gerando um ferimento na pele. Outras opções são os peelings químicos com ácidos, alguns tipos de laser e a terapia fotodinâmica, método em que uma substância é aplicada na área da lesão e posteriormente irradiada com uma luz especifica. Estes métodos têm como objetivo tratar a região alterada, evitando assim a evolução para o câncer da pele.

As formas de prevenção passam pelo uso regular do protetor solar com proteção UVA/UVB e FPS acima de 30, evitar a exposição da pele entre 11 e 15 horas, usar meios físicos de proteção (chapéus, óculos solares, roupas), fazer o autoexame regular da pele e procurar realizar uma avaliação anual com seu dermatologista (principalmente se tiver pele clara e história prévia de câncer da pele).

Autor: Dr. Fabiano Siviero Pacheco

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