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O granuloma piogênico, também conhecido como hemangioma capilar lobular, é uma proliferação vascular benigna comum, adquirida da pele e mucosa. A condição foi descrita pela primeira vez em 1897 relataram quatro pacientes com “tumores vasculares” nos dedos.

Embora ocorra em pacientes de qualquer idade, são mais prevalentes em crianças, adolescentes e mulheres grávidas. O granuloma piogênico é responsável por 0,5% de todos os nódulos cutâneos da infância. Na população adulta, a incidência atinge o pico na terceira década de vida. Ocorre em aproximadamente 2 a 5% das gestações geralmente no segundo ou terceiro trimestre.

A etiologia exata não é conhecida. É considerado uma resposta vascular reativa a uma variedade de estímulos, como trauma e aumento dos níveis de hormônios sexuais femininos. Alguns medicamentos como isotretinoína, acitretina, ciclosporina, lamivudina, docetaxel, imatinibe e indinavir também podem ser fatores desencadeantes. Além disso, tem sido relatada na literatura possível associação com infecções causadas por herpes simplex tipo I e o vírus Epstein-Barr.

O granuloma piogênico geralmente se desenvolve como um pequeno nódulo vermelho na pele ou mucosa bucal. Clinicamente, apresenta-se como um nódulo macio, séssil ou penduculado, em forma de cúpula, brilhante e superfície friável. Granulomas piogênicos cutâneos são comumente localizados no cabeça e pescoço (62,5%), tronco (19,7%) e extremidades (17,9%), especialmente os dedo. Na cavidade oral são mais frequentes na gengiva, seguidos pelos lábios, língua e mucosa bucal.

O diagnóstico é essencialmente clínico. O diagnóstico diferencial deve ser feito principalmente com angiomatose bacilar e verruga peruana causada por infecção pela bactéria Bartonella bacilliformis.

Os granulomas piogênicos desenvolvidos durante a gravidez tendem a resolver por conta própria após o parto e geralmente não requerem tratamento. Existem diversas opções de tratamento disponíveis, incluindo excisão cirúrgica, excisão de ‘’shaving’’, laser, eletrocoagulação, curetagem, crioterapia com nitrogênio líquido, escleroterapia, nitrato de prata tópico e imiquimode tópico. Recorrências podem ocorrer e são amplamente atribuídas a remoção inadequada ou destruição incompleta das lesões. Excisão cirúrgica com fechamento linear permite o exame histológico do tecido e possui a menor taxa de recorrência entre as opções terapêuticas, no entanto, pode deixar cicatrizes.

Autora: Dra. Vanessa Petry Quinto, dermatologista SBD-RS

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