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Atualmente dispomos de uma variedade de lasers e fontes de energia eletromagnética como possibilidade de escolha de tratamento não só na área da cosmiatria dermatológica, como também, no tratamento de doenças e mal formações, especialmente vasculares, na dermatologia.

Seu(s) uso(s), isolado(s) ou em associação de tecnologias, exige(m) do médico dermatologista, no caso em questão, um profundo conhecimento do(s) aparelho(s) utilizado(s), às vezes reunidos em uma plataforma que pode otimizar os tratamentos, de seu uso e de como a tecnologia se adéqua ao que se deseja tratar.

Entre os lasers existem categorias, umas mais outras menos agressivas ( ablativos e não ablativos), mas eficientes como escolha terapêutica com o manuseio adequado.

Mesmo os lasers mais seguros podem causar dano na pele se usados inapropriadamente e/ou inadequadamente, quando, então, podem ocorrer as complicações.

Conhecer os efeitos colaterais causados pelos lasers é importante para prevenir, diagnosticar e tratá-los precocemente.

Os efeitos colaterais, nesse caso, que podem levar a complicações permanentes ou não, conforme o grau de agressão na pele, são variados.

Os que podem acontecer imediatamente após ou horas após o uso de lasers, sendo chamados de recentes, e na grande maioria das vezes tem boa evolução ( boa resolução) são: vermelhidão no local da aplicação, inchado, desconforto e/ou dor, pequenos pontos arroxeados lembrando pequenos hematomas, por exemplo. Como foi referido anteriormente, essas situações são de resolução espontânea, sem complicações, na grande maioria das vezes.

Os que evoluem por mais tempo após a aplicação do laser, podendo ser chamados de tardios e, na sua grande totalidade, levam a complicações no local do tratamento, são: queimaduras com bolhas, úlcera levando à infecção por bactérias, alteração da cor/pigmentação que pode ser permanente, vermelhidão persistente, podendo ocorrer, também, cicatrizes. Em relação a depilação com laser, o mal uso da tecnologia pode deixar a área tratada com pelos finos e claros, o que é extremamente indesejável e para os quais não se tem tratamento adequado, quando chegam a esse estágio.
Deve-se cuidar as complicações oculares que na maioria dos danos é devida ao aquecimento exagerado da pele quando se trata áreas próximas aos olhos e/ou pelo uso ( ou pior ainda, não uso) de protetores intra ou extrapalpebrais no paciente. Lembrar que o médico operador do aparelho de laser bem como os assistentes da sala do tratamento, devem estar com proteção ocular adequada para o laser que está sendo utilizado.

Outras complicações menos frequentes: erupção tipo acne, coceira e descamação persistentes.

Autora: Dra. Célia Luiza Petersen Vitello Kalil – Dermatologista associada da SBD-RS

A SBD-RS não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos apresentados na Palavra do Dermato. O artigo apresentado acima é de total responsabilidade do autor.

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