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Porto Alegre recebe segunda edição do Todos Unidos Contra o Câncer

Ação é promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção RS (SBD-RS), Sociedade Brasileira de Mastologia e Sociedade Brasileira de Urologia

A união de esforços visa conscientizar a população para os mais conhecidos e preocupantes tipos de câncer. Após o sucesso da edição passada, as três entidades associativas médicas promovem mais uma vez um encontro que tem como objetivo central chamar a atenção da população para a importância da prevenção dos tipos de câncer muito frequentes no Rio Grande do Sul que são: câncer de mama, câncer de próstata e câncer de pele. A atividade está prevista para iniciar às 9h do dia 30 de setembro, no Parque Moinhos de Vento, o Parcão, em Porto Alegre (RS).

– As sociedades médicas estão envolvidas nas campanhas em suas respectivas áreas com o Outubro Rosa, o Novembro Azul e o Dezembro Laranja. Assim, conseguimos juntos fortalecer esse importante trabalho de esclarecimento e orientação para o público sobre os três temas – afirma a presidente da SBD-RS, Clarissa Prati.

O câncer de pele não melanoma é o câncer mais frequente no Brasil e corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Apresenta alta chance de cura, se detectado precocemente. A faixa de maior risco está em pessoas com mais de 40 anos, com peles claras e sensíveis à ação dos raios solares.

A neoplasia maligna da mama é o tipo de câncer mais comum nas mulheres no mundo e no Brasil, é o segundo mais frequente, depois do de pele não melanoma. Responde por cerca de 28% dos casos novos de câncer a cada ano, entre as mulheres.

Já o câncer da próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não melanoma). Em valores absolutos e considerando ambos os sexos é o quarto tipo mais comum e o segundo mais comum entre os homens.

Eleita nova diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção RS

Taciana Dal’Forno Dini comanda a entidade no próximo biênio

Eleita em chapa única, com 179 cédulas válidas enviadas pelos sócios, a nova diretoria da SBD-RS vai comandar a entidade pelo biênio 2019-2020. Os integrantes serão empossados na Assembléia Geral a ser realizada na Jornada Gaúcha de Dermatologia, marcada para o dia 20 de outubro. O efetivo exercício da diretoria terá inicio no dia 1º de janeiro de 2019.

– Agradeço aos meus colegas e queridos amigos Clarissa Prati, Ana Paula Dornelles Manzoni, Vanessa Santos Cunha, Analupe Webber, Fabiano S. Pacheco da atual diretoria pelo companheirismo, dedicação e pelo esforço diário que realizamos pelo crescimento constante e ético da Dermatologia do Rio Grande do Sul. Saúdo os colegas e amigos novos participantes Andre Avelino Costa Beber, Fernanda Freitag e Juliana Catucci Boza. Vamos ter muito trabalho juntos, mas com certeza poderemos contribuir bastante para a Dermatologia e para a saúde da pele da população gaúcha. Também gostaria de agradecer imensamente a todos os colegas que foram muito importantes, em especial: Doris Hexsel, Rose Mazzuco, Gustavo Pinto Corrêa e Sergio Palma – afirmou Taciana.

A SBD-RS é uma associação especializada de classe, sem fins lucrativos. Tem com o objetivo promover o estudo, o ensino e a pesquisa da Dermatologia clínica, cirúrgica, oncológica, cosmiátrica, da hansenologia e domínios afins. Destacam-se entre os eventos realizados ao longo do ano a Jornada Gaúcha de Dermatologia promovida anualmente e a Jornada Multisserviços.

Diretoria SBD-RS 2019-2020

Presidente: Taciana de Oliveira Dal´Forno Dini
Vice-presidente: Clarissa Prati Bernardi Cogo
Secretário-geral: André Avelino Costa Beber
Primeira secretária: Juliana Catucci Boza
Secretário científico: Fenranda Magagnin Freitag
Tesoureira: Analupe Weber
Delegados:
Ana Paula Dornelles da Silva Manzoni
Gustavo Gonçalves Costa Pinto Corrêa
Vanessa Santos Cunha
Maurício de Quadros
Célia Luiza Petersen Vitello Kalil
Márcia Paczko Bozko

Médicos debatem condutas e diagnóstico de doenças dermatológicas a partir de casos reais

2ª Jornada Multisserviços promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção RS inovou com uso de tecnologia que permitiu aos participantes votar no melhor caso apresentado

Aprendizado para melhora no diagnóstico, realização de procedimentos menos invasivos e conhecimento de doenças raras foram os principais resultados do evento que reuniu médicos dermatologistas e residentes de Dermatologia no Campus da Unisinos, em Porto Alegre (RS), ao longo do sábado (18/08). A 2ª Jornada Multisserviços promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção RS contou com a presença de 125 participantes e com a apresentação de casos clínicos reais, analisados e debatidos por especialistas.

A abertura do encontro foi feita pela presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção RS, Clarissa Prati, que destacou o inovador formato que trouxe interatividade plena para os participantes. Através do uso de um aplicativo, o público pôde opinar, tirar dúvidas com os palestrantes e votar nos melhores casos.

– São doenças raras mas que não podem ser esquecidas no rol de diagnósticos diferenciais dos dermatologistas. É importante que todos tenham vindo, tanto profissionais dermatologistas que atuam na cosmiatria como na área clínica. São pacientes que podem chegar para todos dermatologistas – comentou a diretora-científica da SBD-RS, Vanessa Santos Cunha.

Ao final do encontro foi realizada entrega do Prêmio Dr. Roberto Gervini. A votação deu-se durante o encontro sendo classificados os melhores casos por bloco para a etapa final. O vencedor foi o de Gabriela Dallagnese sobre Lobomicose com 26% dos votos.

Também fez parte da programação o 1º Simpósio Gaúcho de Terapêutica Dermatológica: Desmitificando o Uso de Imunobiológicos, realizado na sexta-feira (17/08). Considerado o futuro da Medicina para o tratamento de pacientes com doenças que não respondem aos tratamentos convencionais ou intolerantes aos medicamentos indicados, os imunobiológicos têm oferecido alternativas para diferentes áreas médicas.

Apresentação de Casos

Dermatoses Neoplásicas

O primeiro bloco foi dedicado a Dermatoses Neoplásicas, caracterizadas pela proliferação celular não controlada. Diferentes tipos de tumores, diagnóstico e tratamentos foram expostos pelos convidados incluindo Melanoma Pediátrico (Ana Luiza Schuldt – PUCRS), Dermatofibrossarcoma protuberans (Analú Vivian – UFCSPA/ISCMPA) e Ceratoacantoma (Fernanda Mattias – HCPA). O professor debatedor Daniel H. Nunes (SC), destacou a importância da biópsia precoce, em alguns casos, o que contribui para o prognóstico. O patologista, Andre Cartell, destacou dificuldades existentes na avaliação dos pacientes.

– Se analisarmos a literatura não há uma precisão no conceito da idade de criança com Melanoma. O que percebemos é uma evolução diferente no comportamento dos tumores se compararmos uma criança a um adolescente que, muitas vezes, responde de uma forma mais parecida a de um adulto – afirmou.

Durante o turno da tarde, novos casos foram apresentados com a temática de Pseudolinfoma (Hellen Marie Casali – ADS), Linfoma intravascular de células B (Laura Riffel Bitencourt – PUCRS), Micose fungoide foliculotrópica (Marcelo Santos – HUSM) e Histiocitose de células de Langerhans (Paulo Henrique Teixeira Martins – UFCSPA / ISCMPA).

Os temas foram debatidos pelo professor Renato Bakos que salientou a alta qualidade dos trabalhos. Já a patologista, Marbele Guimarães de Oliveira, ressaltou a importância da análise minuciosa.

Miscelânia

Em outro bloco foram apresentados casos de Acroqueratose paraneoplásica (Andrea Gonzalez Guzman – UFSCPA/ ISCMPA), Síndrome de Munchausen (Beatriz da Silva Souza – HCPA), Mucinose cutânea (líquen mixedematoso) (Cristiane Salvi – ADS) e Vasculopatia colagênica cutânea (Hiram Larangeira de Almeida Jr – UFPel).

– É importante estarmos sempre atentos à psiquiatria, pois muitos casos estão relacionados com essa área. Também chamo a atenção para a longevidade e sua relação com a dermatologia – comentou o professor debatedor, Lincoln Fabrício (PR).

A patologista Ana Letícia Boff, lembrou que é possível chegar a diagnósticos mais complexos quando há uma riqueza de informação da localização das lesões e de como elas são.

– Não se trata de induzir o diagnóstico, mas de auxiliar no acompanhamento mais aprofundado – explicou.

No turno da tarde, novos casos foram abordados como Necrose cutânea escrotal associada à Terlipressina (Martina Schaan – HCPA), Síndrome da hiperimunoglobulinemia E (Eduardo Schneider – HUSM), Síndrome de Sweet (Simone Perazzoli – ADS) e Anetodermia Primária (Hiram Larangeira de Almeida Jr – UFPel). As apresentações foram comentadas pela professora Magda Weber e pela patologista Laura Luzzatto.

Dermatoses infecciosas

Outro tema de debate foi a dermatose infecciosa, caracterizada por manifestações persistentes, apresentando de forma geral formação de bolhas, coceira, inflamações e escamação da pele. Os paineis foram apresentados com os temas de Paracocccidioidomicose (Laura Riffel Bitencourt – PUCRS), Úlcera mucocutânea EBV+ (Clarice Ritter – Hospital N. S. Conceição) e Tinea capitis favosa (Débora Rockenbach – HUSM).

– É importante insistir em bons exames de imagens nos pacientes. Algumas lesões podem causar impactoar para o resto da vida – afirmou o professor Debatedor, Renan Bonamigo.
O tema foi também debatido com a participação da patologista Laura Luzzatto.

No turno da tarde, uma nova rodada de casos foi apresentada com os temas Tuberculose cutânea (Escrofuloderma) (Isis Mayer – PUCRS), Lobomicose (Gabriela Dallagnese – UFCSPA / ISCMPA) e Paracoccidioidomicose (Cintia Masson – HCPA)

– Os casos foram muito bem apresentados e as condutas, corretas – afirmou o professor debatedor, André Beber.

A tuberculose é uma doença infecciosa cuja principal forma clínica é a pulmonar mas que pode se manifestar também com lesões cutâneas.

Dermatoses autoimunes

Um dos blocos foi dedicado ao debate de casos de Dermatoses autoimunes. As apresentações tiveram como temas Síndrome de Rowell (Gilvana A. Bonella – UFFS), Lúpus eritematoso sistêmico bolhoso (Luiza Metzdorf – HUSM) e Dermatomiosite e o uso de Cannabis (Nathalia Hoffmann Guarda – ADS). Após, o debate contou com a participação do professor Hiram Larangeira de Almeida Jr e da patologista Ana Letícia Boff.

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