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Conheça a nova diretoria da SBD-RS

Conheça quem são os profissionais da seccional RS que atua promovendo a qualificação, integração e defesa dos interesses da especialidade.

Taciana Dal´Forno Dini

Taciana Dal´Forno Dini é médica graduada pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em 1996. Realizou Residência de Medicina Interna no Hospital Nossa Senhora da Conceição (1997-1998) e após Residência de Dermatologia Serviço de Dermatologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (1999-2001). Possui título de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD-2002). Fez Doutorado em Ciências Médicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sob orientação do Prof. Dr. Lucio Bakos, com conclusão em 2008. Foi professora de Dermatologia da Universidade Luterana do Brasil, em Porto Alegre, de 2008 a 2010. No último mês deixou a coordenação do Setor de Cosmiatria da Residência de Dermatologia da Universidade Pontifícia Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), seguindo como preceptora da Cosmiatria, em trabalho voluntário desde 2012.

Foi secretária do Departamento de Cosmiatria da SBD na gestão do Dr. Márcio Rutowitsch (2003-2004) e assessora do Departamento de Laser da última gestão da SBD (2017-2018). Atualmente é coordenadora do Departamento de Laser e Tecnologias da SBD.

Reside em Porto Alegre e trabalha desde 1999 na Clínica Hexsel, onde também participa de estudos realizados no Centro Brasileiro de Estudos em Dermatologia (CBED), sob coordenação da Dra. Doris Hexsel. É autora e co-autora de capítulos e artigos na área de Dermatologia, Cosmiatria e Cirurgia Dermatológica.

É natural de Ijuí, porém morou em Santa Maria desde a sua infância até sua formatura em Medicina. Atuou na última gestão como vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção Rio Grande do Sul.

Vice-presidente: Clarissa Prati Bernardi Cogo

  • Médica Dermatologista
  • Sócia titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia
  • Mestrado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
  • Doutoranda pelo Instituto de Assistência ao Servidor Público do Estado de São Paulo (IAMSPE)
  • Preceptora da Residência Médica em Dermatologia do Hospital São Lucas – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (HSL – PUCRS)

Secretário-geral: André Avelino Costa Beber

  • Médico Dermatologista, Membro Titular da SBD
  • Mestre em Ciências Médicas pela UFRGS
  • Professor de Dermatologia da UFSM
  • Chefe do Serviço de Dermatologia da UFSM

Primeira secretária: Juliana Catucci Boza

  • Médica Dermatologista
  • Sócia titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia
  • Mestrado e Doutorado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
  • Preceptora da Residência Médica em Dermatologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Secretária científica: Fernanda Magagnin Freitag

  • Médica Dermatologista
  • Sócia titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia
  • Mestrado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Tesoureira: Analupe Weber

  • Médica Dermatologista
  • Sócia titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia
  • Mestrado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
  • Fellow Laserterapia Skin and Laser Center Boom Bélgica
  • Coordenadora ambulatório de laser do Serviço de Dermatologia da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre 2005-2018
  • Preceptora da Residência Médica em Dermatologia do Hospital São Lucas – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (HSL – PUCRS)

Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção RS divulga eventos para 2019

Além de campanhas e cursos promovidos pela entidade, também estão previstos encontros nacionais e internacionais

O ano promete agenda cheia para os dermatologistas gaúchos. A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção RS divulgou, recentemente, as datas de seus eventos. Dois deles serão realizados em parceria com a entidade nacional. Além disso, ao longo de 2019 também estão previstos cursos gratuitos e campanhas como Todos Unidos Contra o Câncer e Dezembro Laranja.

Agenda

  • 15 de março: Recepção de residentes (Porto Alegre)
  • 30 e 31 de maio e 1° de junho: 41° Simpósio Nacional de Dermatologia Tropical da SBD – Derma Trop (Hotel Deville Prime – Porto Alegre)
  • 16 e 17 de agosto: 3ª Jornada Multisserviços e 2° Simpósio Gaúcho de Terapêutica Dermatológica – Imunobiológicos na prática: como e quando começar (Campus Unisinos – Porto Alegre)
  • 31 de outubro, 1° e 2 de novembro: 27ª Jornada Sul Brasileira de Dermatologia, IV Simpósio Internacional de Cabelos e Unhas da SBD (Gramado) e 44a Jornada Gaúcha de Dermatologia.

 

Balanço de ação do Dezembro Laranja mostra 22% de casos suspeitos de câncer de pele

Resultado foi fruto de um mutirão de atendimento realizado por dermatologistas associados da Regional Rio Grande do Sul da Sociedade Brasileira de Dermatologia

Os pacientes foram atendidos durante o mutirão realizado no dia 1º de dezembro por médicos dermatologistas em diversas partes do Rio Grande do Sul. Aqueles, que tiveram algum tipo de suspeita de tumor detectado, receberam encaminhamento para tratamento cirúrgico, que já está sendo realizado. A ação integrou a programação do Dezembro Laranja e foi realizada pelo quinto ano consecutivo. Ao todo foram 1440 atendimentos e em 22% dos casos houve suspeita de câncer. O índice foi superior ao registrado no ano passado no RS, quando a marca ficou em aproximadamente 18%.

– A alta incidência do câncer de pele no nosso estado salienta a importância das orientações relacionadas ao excesso de exposição solar, maior fator causal associado ao desenvolvimento deste tipo de câncer – afirma a vice-presidente da SBD-RS, Taciana Dal’Forno Dini.

Os números também refletiram a continuação do Rio Grande do Sul como estado que tem índices piores do que a média nacional. No ano passado, segundo a SBD Nacional, a média de casos suspeitos no Brasil ficou em aproximadamente 14% na mesma campanha.

– Pela maior descendência europeia, os gaúchos apresentam a pele mais clara e, consequentemente, mais sensível às queimaduras solares – completa a médica.

A cidade de Canoas apresentou os maiores índices de casos suspeitos, seguido pela cidade de Rio Grande. Entre os municípios que fizeram parte da ação, as cidades de Lajeado e Caxias foram as que apresentaram os menores índices.

Médias de casos suspeitos 2018

  • Canoas: 34%
  • Rio Grande 32%
  • Santa Cruz 26%
  • Porto Alegre 18%
  • Passo Fundo 18%
  • Pelotas 17,5%
  • Lajeado 17%
  • Caxias 16%
  • Média RS 22%

Como foi a ação:

A Iniciativa contou com nove pontos de atendimento na capital e no interior do estado. A população de Porto Alegre, Canoas e de outros seis municípios do interior do Rio Grande do Sul, compareceu ao mutirão de atendimento para detecção precoce do câncer de pele

No estado, o mutirão foi organizado pela Regional Rio Grande do Sul da SBD (SBD-RS). Na capital, os pontos de atendimento foram a Unidade de Saúde do IAPI, também conhecido como Postão do IAPI, e o Ambulatório de Dermatologia Sanitária (ADS).

Ainda na Região Metropolitana, o Ambulatório de Dermatologia do Curso de Medicina da ULBRA (Canoas) também recebeu a população. No interior do estado, a ação contou com mais seis pontos: Centro Clínico da Universidade de Caxias do Sul (Caxias do Sul), Centro Clínico Univates (Lajeado), Residência Médica em Dermatologia – UFFS/HSVP (Passo Fundo), Centro de Especialidades Municipal da Pelotas (Pelotas), Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Correa Jr (Rio Grande) e Hospital Ana Nery (Santa Cruz do Sul).

A Regional Rio Grande do Sul da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP-RS) apoiou a Campanha do Câncer de Pele, ajudando na resolução dos casos cirúrgicos atendidos no Posto do IAPI.

De acordo com dados divulgados recentemente pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), a estimativa é que entre 2018 e 2019 sejam registrados 165.580 mil novos casos de câncer de pele não melanoma no Brasil. A estimativa demonstra uma redução de 10 mil ocorrências em comparação com o último biênio.

Hidroclorotiazida e câncer de pele não-melanoma – Por Vanessa Santos Cunha

A hidroclorotiazida é uma das drogas mais frequentemente prescritas para controle de hipertensão arterial sistêmica e insuficiência cardíaca congestiva. Seu potencial fotossensibilizante é bem conhecido e, mais recentemente, vem se aventando a associação desta droga com o câncer da pele.
Desde 2009, alguns estudos começaram a aventar a possibilidade da hidroclorotiazida aumentar o risco de câncer da pele. (1)

Somente em meados de 2017, esta associação se tornou mais clara quando foi relacionado o uso a longo prazo da hidroclorotiazida com o câncer do lábio. (2) Este estudo, de um grupo de pesquisadores da Dinamarca, avaliou 633 casos de carcinoma epidermóide de lábio e concluiu que uma dose acumulada de 100.000 mg de hidroclorotiazida (cerca de 10 anos de uso, nas doses usuais), aumentou em 7 vezes o risco de câncer de lábio. Ou seja, 11% de todos os casos de carcinoma epidermóide de lábio poderiam ser atribuídos à hidroclorotiazida.

O maior impacto no assunto, veio com o estudo publicado em abril de 2018 no Jornal da Academia Americana de Dermatologia. (3) O mesmo grupo de pesquisadores do norte europeu, mostrou que o uso de hidroclorotiazida aumenta o risco de câncer de pele não-melanoma e que esta associação é dose-dependente. Eles avaliaram 102.366 pacientes com câncer de pele não-melanoma. Uma dose acumulada do diurético de cerca de 50.000 mg (ou cerca de 6 anos de uso contínuo) aumentou o risco de carcinoma basocelular (CBC) em 1,29 vezes e de carcinoma epidermóide (CEC), em 3,98 vezes. Se a dose acumulada for de 100.000 mg de hidroclorotiazida, o risco de CBC aumenta em 1,54 vezes e de CEC, em 7,38 vezes. Neste caso, 1 a cada 11 casos de CEC são atribuídos à hidroclorotiazida. Não houve aumento do risco de CBC e CEC com outros anti-hipertensivos e diuréticos, inclusive considerando outras drogas que comumente são associadas à hidroclorotiazida. O risco foi significativamente maior em menores de 50 anos e mulheres.

A grande limitação destes estudos é o fato de não considerarem os maiores fatores de risco para câncer da pele, ou seja, exposição à radiação ultravioleta e fenótipo dos pacientes.

Em conclusão, pacientes com maior risco de câncer de pele, ou seja, aqueles com pele clara e olhos claros e com história de alta exposição ultravioleta devem ser examinados rotineiramente por um especialista para o diagnóstico precoce de neoplasias malignas da pele, especialmente se forem usuários de hidroclorotiazida. São necessários mais estudos para que possamos orientar nossos pacientes quanto ao uso a longo prazo de hidroclorotiazida e o real aumento de risco de câncer da pele.

Referências
1. Friedman GT et al. Screening pharmaceuticals for possible carcinogenic effects: initial positive results for drugs not previously screened. Cancer Causes Control 2009; 20: 1821-35.
2. Pottegard A et al. Hydrochlorothiazide use is strongly associated with risk of lips cancer. J Intern Med 2017; 282: 322-31.
3. Pedersen SA et al. Hydrochlorothiazide use and risk of nonmelanoma skin cancer A natiowide case-control study from Denmark. J Am Acad Dermatol 2018; 78: 673-81.

Confira na sessão Palavra do Dermato, as orientações dos especialistas associados da SBD-RS.

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