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41º DermaTrop

O 41º Simpósio de Dermatologia Tropical – DermaTrop – é um evento realizado anualmente pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, com enfoque nas dermatoses infecciosas, endêmicas ou epidêmicas, mais prevalentes no Brasil. Esse simpósio que normalmente acontece no Norte ou Nordeste do Brasil, ocorrerá pela primeira vez em Porto Alegre, nos dias 30/05 a 01/06, no Hotel Deville.

O DermaTrop abrange temas que tiveram sua importância majorada recentemente, como as epidemias de Dengue, Chikungunya e Zika; o sarampo que, apesar de evitável com vacinação, ressurgiu nos últimos anos; a hanseníase, que desde a sua eliminação em nosso estado, só é diagnosticada tardiamente, quando as sequelas são definitivas; a sífilis, que também está ressurgindo com números alarmantes.

Haverá um módulo sobre vacinas e infecções nos pacientes em uso de biológicos, terapêutica cada vez mais presente no dia a dia do dermatologias. Também sobre dermatologia no contexto do paciente HIV. Além desses, serão discutidas doenças como leishmaniose, tuberculose cutânea, micoses superficiais e subcutâneas, HTLV, dermatoviroses, entre outros tópicos.

A realização desse simpósio em Porto Alegre é uma oportunidade única de atualização para os dermatologistas do sul do Brasil. O evento contará com a presença de renomados especialistas de vários estados brasileiros, além do nosso convidado estrangeiro, o dermatopatologista boliviano Dr. Martin Sangueza, de renome mundial.

As inscrições são feitas no site da SBD, com valores promocionais até o dia 19/05/2019. Não perca essa oportunidade.

3º Jornada Multisserviços da SBD-RS e 2º Simpósio Gaúcho de Terapêutica Dermatológica: Imunobiológicos na Dermatologia – do Básico ao Avançado.

No dia 17 de agosto deste ano, na Unisinos, teremos a 3º Jornada Multisserviços da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção RS. O intuito desse evento é oportunizar aos Serviços de Dermatologia Credenciados à SBD do Rio Grande do Sul o envio de casos clínicos relevantes, que serão apresentados oralmente para a plateia e discutidos por um dermatologista e um patologista convidados, a cada bloco. Médicos dermatologistas associados da SBD-RS também podem contribuir com casos de seus consultórios privados.

Uma das inovações para este ano é a possibilidade de inscrever casos de complicações em cosmiatria e cirurgia dermatológica. Ao final do evento, dentro dos casos clínicos vencedores de cada bloco, o caso clinico mais votado será escolhido pelos associados presentes e receberá o Prêmio “Dr. Roberto Gervini de Dermatologia”.

No dia anterior a 3º Jornada Multisserviços, a SBDRS também promoverá uma tarde de imersão em imunobiológicos, no 2º Simpósio Gaúcho de Terapêutica Dermatológica. O título do Simpósio será “Imunobiológicos na Dermatologia: do Básico ao Avançado”, constituindo assunto de extrema relevância na nossa especialidade. A ideia é capacitar o dermatologista a prescrever os medicamentos na sua prática de consultório. Para tanto, dermatologistas convidados compartilharão sua expertise sobre conceitos básicos, indicações de uso, prescrições na rede pública e privada e monitoramento dos pacientes, além do manejo dos efeitos adversos. Teremos a oportunidade de atualizar o tratamento de importantes dermatoses como psoríase, dermatite atópica, alopecia areata, vitiligo, hidradenite supurativa e câncer de pele.

Convidamos todos os associados a reunirem-se nestes eventos de muito aprendizado, atualização e troca de experiências.

Em defesa da classe profissional e da saúde da população

Nos últimos anos, o mercado de beleza e estética vem crescendo exponencialmente no Brasil. Os serviços estéticos são cada vez mais procurados, não apenas por mulheres, mas também por homens, em busca de procedimentos de cuidados com a pele, com os cabelos e com o corpo em geral.

Atualmente, um dos principais problemas nesse setor é a realização, por profissionais não médicos, de procedimentos ligados à área de atuação exclusiva de médicos, os quais colocam em risco a saúde dos cidadãos.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul é uma associação de profissionais que pauta a sua atuação nos Princípios Fundamentais estabelecidos no Código de Ética Médica e prioriza, portanto, a saúde do ser humano e da coletividade.

Conforme dispõe a lei do Ato Médico (Lei n. 12.842/2013), a execução de procedimentos invasivos, sejam eles terapêuticos, de diagnóstico ou estéticos, é atividade exclusiva da classe médica, sendo vedada a sua realização por profissionais das demais áreas. No entanto, vem se configurando como prática comum no Brasil a realização de intervenções estéticas invasivas por profissionais não habilitados.

A partir de denúncias oriundas dos médicos dermatologistas associados, a SBD-RS toma conhecimento de diversas estabelecimentos comerciais, geridos e compostos por profissionais não médicos, os quais ofertam, propagandeiam e realizam procedimentos como a aplicação de toxina botulínica, ácido hialurônico e bioestimuladores injetáveis; peelings; microagulhamento; aplicação de enzimas lipolíticas; laserterapia, entre outros.

A realização de procedimentos estéticos invasivos por profissionais não habilitados acarreta risco de danos efetivos e permanentes à saúde dos inúmeros pacientes, e pode configurar o crime de exercício ilegal da medicina (artigo 282 do Código Penal). De fato, vem sendo cada vez mais divulgados casos de complicações de saúde e de danos estéticos provocados por esses profissionais.

Na defesa dos interesses da classe profissional, da medicina e principalmente da população em geral, a SBD-RS está atenta à expansão do mercado de estética e aos crescentes riscos aos quais se expõe a população, em busca de tratamentos acessíveis e de promessas de resultados milagrosos. Por meio de sua assessoria jurídica e com o apoio institucional do CREMERS, a SBD-RS vem tomando todas as medidas cabíveis para denunciar profissionais e clínicas que atuam de forma irregular e solicitar providências pelas autoridades competentes.

Dessa forma, a SBD-RS salienta aos seus associados a importância de comunicação dos casos que envolvam complicações decorrentes da prática do crime de exercício ilegal da medicina e informa que a assessoria jurídica tomará todas as providências cabíveis para minimizar os riscos à saúde da população e responsabilizar profissionais não médicos que estejam realizando procedimentos estéticos invasivos.

A assessoria jurídica encontra-se à disposição para esclarecimento de dúvidas, podendo ser contatada diretamente através do e-mail contato@achuttieosorio.com.br e, também, para recebimento de denúncias através do preenchimento do Formulário de Denúncias da SBD-RS. Para o associado receber o formulário, deve entrar em contato com a Secretária Genecy Knevitz pelo e-mail sbdrs@sbdrs.org.br.

Fernanda Corrêa Osorio
Laura Gigante Albuquerque
Advogadas integrantes da assessoria jurídica
da SBD-RS – Achutti Osorio Advogados Associados

Vacina para Herpes Zoster – Por André Avelino Costa Beber

O Herpes zoster (HZ) é a reativação do vírus varicela-zoster (VZV), que permanece latente nos gânglios sensitivos de pessoas que tiveram varicela, que é a primo-infecção por esse vírus. É uma erupção autolimitada, mas pode cursar com sintomas e complicações significativos, tais como meningoencefalite e cegueira. Entretanto, a complicação mais frequente é a neuralgia pós herpética (NPH), quadro de dor neural que pode persistir por anos após a remissão das lesões clínicas.
A incidência do Herpes Zoster aumenta com a faixa etária. Estima-se que metade dos indivíduos que alcançarem a idade de 80 anos terá tido HZ. Além disso, imunodepressão por outras doenças ou imunossupressão relacionadas a tratamentos medicamentosos são fatores de risco para a reativação viral precoce e maior número de recidivas. Essas estatísticas deixaram claro que uma medida preventiva para essa doença seria muito bem-vinda.

Como resposta a essa expectativa, surgiu em 2005 a primeira vacina para HZ, conhecida internacionalmente como Zostavax®. É constituída por aproximadamente 20.000 UFP de vírus vivo atenuado da cepa Oka, ou seja, é a mesma vacina da varicela, porem mais concentrada. Com ela vieram as dúvidas: Quem seria beneficiado por essa vacina? Qual a eficácia da vacina? Qual a duração do efeito?

Inicialmente a vacina foi indicada para as pessoas de 60 a 69 anos, sendo posteriormente ampliada a faixa etária para 50 – 69 anos. O estudo que baseou o lançamento da vacina mostrou uma redução de 51,3% na incidência do HZ e de 66,5% na incidência de NPH. Entretanto, esses resultados foram confrontados com outros números, como o NNT (número necessário tratar) que mostrou ser necessária a vacinação de 363 pessoas para se evitar um caso de NPH. Ofuscando ainda mais a perspectiva inicial, o seguimento dos pacientes mostrou que todo o benefício da vacina cessava 5 anos após a aplicação. Vale lembrar ainda que vacinas com vírus vivo atenuado não podem ser feitas em vigência de imunodepressão ou na perspectiva de imunossupressão próxima, como no caso de pacientes que estão em vias de iniciar quimioterapia, por exemplo.

Em 2015 surge uma nova vacina para HZ, chamada Shingrix®, constituída por uma glicoproteína do VVZ, associada a um adjuvante. Por não conter vírus vivo atenuado, essa vacina não apresenta risco quando da vigência de imunossupressão. Aliás, não apenas não apresenta risco, como mostrou ser efetiva em pacientes com HIV e CD4 >50, pacientes com transplante autólogo de medula óssea e transplantados renais. Além disso, estudos de eficácia mostram que não há diferença estatística nos diferentes subgrupos analisados: proteção de 91,2% na incidência de NPH nas pessoas acima de 50 anos e de 88,8% nos > 70 anos.

Essas constatações levaram o Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP), em outubro de 2017, a recomendar a vacina recombinante para prevenção do HZ e suas complicações para adultos imunocompetentes ≥ 50 anos de idade, inclusive para aqueles que já haviam sido imunizados com a vacina de vírus vivo atenuado.

Assim, fica claro que a nova vacina é muito superior a anterior. A má notícia é que ela ainda não está disponível no Brasil.

Referências:
1. Oxman MN, Levin MJ, Johnson GR, et al. A vaccine to prevent herpes zoster and postherpetic neuralgia in older adults. N Engl J Med 2005;352:2271-84.
2. Lal H, et al. Efficacy of an adjuvanted herpes zoster subunit vaccine in older adults. N Engl J Med. 2015 May 28;372(22):2087-96.
3. Baumrin E, Van Voorhees A, Garg A, Feldman SR, Merola JF. A systematic review of herpes zoster incidence and consensus recommendations on vaccination in adult patients on systemic therapy for psoriasis or psoriatic arthritis: From the Medical Board of the National Psoriasis Foundation. J Am Acad Dermatol. 2019 Mar 15. pii: S0190-9622(19)30431-1
4. Dooling KL, et al. Recommendations of the Advisory Committee on Immunization Practices for Use of Herpes Zoster Vaccines. MMWR Morb Mortal Wkly Rep. 2018 Jan 26;67(3):103-108

Confira na sessão Palavra do Dermato, as orientações dos especialistas associados da SBD-RS.

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